Notícias

Outubro Rosa: quais mudanças nas mamas precisam de avaliação?

Perceber uma alteração não significa ter câncer. Ainda assim, é importante procurar uma Unidade Básica de Saúde para entender o que mudou e receber orientação.

Um nódulo ou caroço, uma mudança na pele ou a saída de líquido pelo mamilo podem gerar preocupação. No Outubro Rosa, vale esclarecer a dúvida mais comum: uma alteração na mama, por si só, não confirma câncer. Para saber o que ela significa, é preciso passar por uma avaliação profissional.

A campanha também é um convite para prestar atenção ao próprio corpo ao longo do ano. Conhecer as características habituais das mamas ajuda a perceber quando algo está diferente. Não é necessário seguir uma técnica de autoexame mensal para fazer isso.

Quais alterações nas mamas merecem avaliação?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é importante buscar avaliação ao perceber:

  • Nódulo ou caroço novo na mama ou na axila;
  • Saída espontânea de líquido por um dos mamilos;
  • Mudança na pele da mama, como retração, aspecto de “casca de laranja” ou uma lesão que não melhora;
  • Mudança no formato do mamilo, como quando ele se retrai;
  • Mudança recente no tamanho ou formato da mama, especialmente se ela persistir.

Esses sinais podem ter diferentes causas. A avaliação permite entender o que está acontecendo e definir se há necessidade de investigação.

Quando procurar atendimento?

Ao notar uma mudança, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS). Ela é a porta de entrada para a avaliação pelo SUS. Conte à equipe o que percebeu e há quanto tempo a alteração apareceu. Quando indicado, a paciente será encaminhada para exames ou para outro serviço de investigação.

Uma alteração suspeita deve ser avaliada independentemente da idade. Não espere pela próxima mamografia de rotina para buscar atendimento.

Investigar uma alteração é diferente de fazer mamografia de rastreamento

A mamografia de rastreamento é realizada em pessoas sem sinais ou sintomas, para buscar alterações ainda não percebidas. A orientação atual do Ministério da Saúde, apresentada pelo INCA, prioriza o exame a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Fora dessa faixa, a decisão deve ser conversada com um profissional de saúde, considerando benefícios e riscos.

Quando já existe um nódulo ou outra mudança suspeita, o objetivo é investigar um sintoma. O profissional avaliará quais exames são adequados para cada caso.

O cuidado começa com atenção ao próprio corpo e com a busca por orientação quando algo muda. Se você percebeu uma alteração nas mamas, procure a UBS e converse com um profissional de saúde.