HIV: Saiba mais sobre este vírus que ainda afeta o mundo todo

A cada 17 segundos, uma pessoa no mundo se infecta com o vírus HIV, causador da aids, em uma epidemia que já provocou até agora 35 milhões de mortes. Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, a taxa de infectados explodiu entre 2006 e 2015 nas faixas de 15 e 19 anos (variação de 187,5%, com a taxa passando de 2,4 para cada 100 mil habitantes para 6,9) e de 20 a 24 (alta de 108%, passando de 15,9 para 33,1 infectados). Entre 25 a 29 anos, foi de 21%, com a taxa migrando de 40,9 para 49,5%.

HIV no Brasil

No Brasil, uma pessoa é infectada a cada 15 minutos. A taxa de detecção da doença no país tem se estabilizado nos últimos dez anos, com média de 20,7 casos por 100 mil habitantes, de acordo com o Ministério da Saúde. No entanto, os dados alertam para um avanço da epidemia entre os mais jovens e os idosos. Em todo o país, foi registrado um aumento de 29,4% no número de casos de HIV entre idosos de 2014 para 2015. Segundo o Ministério da Saúde, foram 771 novos casos em 2014, enquanto no ano seguinte foram 998 novos casos. Já em 2016, até junho, 437 novos casos foram informados ao órgão.

Prevenção

Para a enfermeira que atua no setor de Infectologia do hospital São Rafael, Ana Carolina Guimarães, o preservativo é o melhor modo de se prevenir do HIV, de demais doenças sexualmente transmissíveis, e alguns tipos de hepatites. Conforme a profissional, toda gestante deve fazer o pré-natal e os exames para detectar a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão dessas doenças da mãe para o filho. A enfermeira também cita uma situação importante. “Todos devem fazer o teste rápido para HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis e, se tiver alguma DST, trate-se”.

O teste detectou positivo, o que fazer? Qual a diferença entre HIV e AIDS?

Se o teste acusar positivo, será feito um novo, com um teste de outra marca, para saber se o primeiro estava correto. Se o teste seguinte for positivo, significa que a pessoa é HIV positivo. “A partir de tal confirmação, o paciente será encaminhado para as cidades de Cambé, ou Londrina, e lá serão realizados exames de carga viral e acompanhamento” explica. A profissional certifica que o quanto mais precocemente o paciente iniciar as medidas para proteger sua saúde, melhor é.

IMPORTANTE: A enfermeira também ressalta que: “Ser HIV positivo não significa que o paciente tem Aids. Aids é o estágio mais avançado da doença pelo HIV. O tratamento apropriado pode evitar o desenvolvimento da Aids”.

É possível uma prevenção via medicamentos, para pessoas que tiveram alguma exposição?

Segundo Ana Carolina, isso é possível sim. “A profilaxia pós-exposição (PEP) é o método que pode prevenir o HIV, se iniciado em até três dias após exposição. Na PEP, o paciente recebe medicação por quatro semanas, mantendo o HIV “inibido” de se multiplicar e de causar infecção” explica.

Para ser efetiva, a enfermeira afirma que a PEP, deve ser iniciada o mais cedo possível, dentro de 72 horas após provável exposição. Deve-se manter em mente que a PEP deve ser usada unicamente em situações imediatas após risco potencial de exposição e não em longo-prazo. Além disso, não é um substituto de outros métodos de prevenção, como o uso regular e correto de preservativo.

Modos de se contrair a doença

Além da relação sexual desprotegida, o vírus pode ser contraído de outros modos. “De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa, transfusão de sangue contaminado com o HIV, e instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados” conclui a enfermeira.

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